Doramas Entretenimento K-Drama
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Live (Kdrama)

You’ve got a smile I want to see/ You’ve got a heart to carry me ♫♪

Olá dorameiros que curtem uma lição de vida, vim panfletar mais um drama pra vocês! Live esteve esquecido em minha lista por um bom tempo mas, após assistir dois dramas no ar, eu precisava olhar com mais atenção aos títulos já completos e disponíveis nas plataformas online e pra falar a verdade eu não me lembro ao certo o que me fez começar Live. Talvez as frustrações por ter droppado muitos títulos antes, por querer dar mais uma chance para um drama pouco falado (como aconteceu com Prison Playbook) e também o gênero policial que vem interessando em razão de suas investigações conduzirem o ritmo do drama e dificilmente fazerem você querer largá-lo… porém, Live foi além disso e me surpreendeu em sua profundidade.

Põe a OST pra tocar e vamos conhecer cada pedaço que compõe essas estórias em mais uma obra-prima de Noh Hee Kyung, autora de Dear My Friends e It’s Okay That’s Love.

Live | 라이브
Episódios: 18 | Emissora: tvN/Netflix | Trasmissão: 10/Março – 06/Maio/2018

Sinopse: O drama gira em torno de incidentes que ocorrem em divisões policiais e da alegria, tristeza e dor que esses vivem enquanto tentam proteger a justiça. Yeom Sang Soo, após muitos infortúnios no mercado de trabalho, está determinado a tornar-se um funcionário público. Han Jung Oh, depois de receber muitos nãos em sua vida, vê uma oportunidade em ser oficial feminina na polícia, lutando contra o chauvinismo machista. Os dois personagens, com alto espírito de luta, unem esforços para resolver os mais diversos casos, aprendendo com seus mentores e colegas de função.
(via Soompi, tradução adaptada)

Antes de mais nada, este diagrama demonstra a quantidade de personagens interligados nesse drama e eu fiz questão de incluí-lo a fim de que quem leia essa resenha tenha uma ideia de como funciona Live e suas divisões. Percebeu o tanto de personagens? Pois é, nenhum deixou de receber seu trecho na estória nem funcionou apenas como ponta solta, pra encher linguiça. Noh Hee Kyung soube mais uma vez entrelaçar todas suas criações numa bela trama de trabalho em equipe e colaboração bem precisa em cada cena, a cada ocorrência que ia se sobrepondo em todo episódio. Um, dois, três casos que por vezes me faziam parar e pensar: como esse drama deu conta de tanto desfecho sem deixar de ser interessante? Os quatro protagonistas – a quem vou me ater primeiro – apenas puxam estórias centrais para os demais irem contribuindo. Ninguém sem espaço, ninguém por acaso.

 

Han Jung Oh

Primeiramente fora misoginia, viva Han Jung Oh e toda personagem feminina que luta desde o primeiro episódio contra macho escroto. Segundamente, escolhi falar primeiro dela pois foi o personagem que me puxou de início para este drama. Não que a cara do Lee Kwang Soo estampada em todo poster de Live (e a única que conhecia de fato) não tenha sido um dos motivos para escolher por esse drama na lista. Mas foi a interpretação da Jung Yoo Mi que me fez ficar. O modo como conduzia seus discursos, mesmo tendo toda justificativa de trauma, problemas familiares e dificuldades em si por ser mulher e sustentar a casa como filha única de mãe solteira, não demonstrava qualquer sinal de fraqueza ou hesitação. Se viu diante de muitas situações em que uma música e muitas lágrimas eram o seu consolo pra enfrentar o próximo dia. Não se limitava em fortalecer seus laços e aprender tanto com seus mentores, sua colega de treinamento e divisão HyeRi e com o próprio Yeom Sang Soo, o qual se tornou muito especial para ela no decorrer da estória.

 

Yeom Sang Soo

Esse personagem com certeza teve uma importância grandiosa para Lee Kwang Soo. Sang Soo começa como um filho obstinado em ganhar e gastar sem qualquer senso e tato com o investimento de seus parentes. Mas logo de cara se percebe algo mudando. Yeom Sang Soo sai sem um tostão de um negócio ilegal e vai estudar na força do ódio, aliás, da frustração completa com a vida – com os olhares atravessados de sua mãe e seu irmão tendo ido trabalhar fora – buscando um emprego melhor, ou na verdade, algo mais bem visto pela sociedade. Se tornando policial pensava que seria um funcionário público com todas as garantias. Passou na prova, treinou pesado (quis matar o treinador kkkkk) e então, desafiando todas as suposições de fracasso alheias, se tornou policial na divisão de patrulha como queria. Mas não contava com a da mentoria do tenente Oh Yang Chon, justamente o treinador que exigia até o osso dos recrutas nos meses de seleção policial. Sang Soo porém foi esperto, e antes que seu mentor pudesse se dar conta, já o havia adotado como o mais devoto aluno de seus ensinamentos diários. Até parte de suas vidas pessoais pode ser partilhada, dentre os incidentes, crimes, discussões e desfechos. Houveram golpes físicos e psicológicos mas nada disso fez Sang Soo se esquecer do tal senso de dever que aprendeu como policial e como pessoa, buscando proteger os inocentes e desassistidos.

 

Oh Yang Chon

Para Bae Sung Woo, tal personagem pode ter sido apenas mais um em anos de carreira. Mas pra mim não pareceu um personagem qualquer. Eu que não conhecia ainda o trabalho deste ator, enxerguei alguém que se dedicou ao máximo ao seu papel, desde o primeiro olhar superior, marrento e sarcástico que Yang Chon traz quando se apresenta como treinador dos recrutas. Anos de experiência em campo fazem ele ser admirado na polícia, mas também conferem sua fama de pavio curto. Passado o curto período de treinador, sua amada esposa pede a separação e ele se vê abalado. Mais outro golpe, uma grande ameaça a sua carreira de “lenda da divisão de crimes violentos”, Yang Chon se vê obrigado a trocar de posto e descer uma patente (de capitão para tenente) sendo aceito apenas na divisão de patrulha onde reencontra Yeom Sang Soo. Essa relação mentor-discípulo o faz rever todo seus valores e “senso de dever”, envolvendo-se nas ocorrências mais complicadas junto com Sang Soo. Perseverança, compreensão, paciência e vulnerabilidade se tornam fonte de força. O aprendizado é mútuo, constante e muitas vezes cruel. Yang Chon se desenvolve como nenhum outro no contato com seus colegas, quase me fazendo crer que esse personagem deve ser baseado em alguém que existe poraí, dentre as patrulhas policiais coreanas que a Noh Hee Kyung estudou e escreveu.

 

Ahn Jang Mi

Com esse sobrenome da Bae Jong Ok fico até desconfiada se ela é mesmo casada com o Bae Sung Woo porque vai ter química assim lá coréia do sul mesmo viu? kkkkkk brincadeiras a parte, Jang Mi se apresenta muito além do papel de esposa que divide a mesma ocupação de Oh Yang Chon. Como inspetora principal da divisão da Mulher e do Menor já se pode ter uma ideia dos tipos de casos em que ela esteve a frente: de abusos a mulher até crimes envolvendo tráfico de pessoas, incluindo crianças. A inspetora divide seu cansaço mental visível entre um matrimônio desgastado pela falta de cooperação familiar – a famigerada carga feminina entre afazeres de casa e do trabalho – ainda mais numa função de liderança como a dela. Jang Mi está farta da ausência de Yang Chon como marido e pai, apesar de ainda ama-lo e respeita-lo, não querendo mais carregar esse peso em seu coração e pedindo o divórcio, provocando uma mudança radical em Yang Chon, além da que viria com a transferência forçada dele para a divisão de patrulha. Jang Mi é uma mãe presente, uma nora cuidadosa e uma mulher de fibra que não se entorta por qualquer dificuldade, mas também chora quando é preciso. Foi uma honra aprender com esse personagem a não perder a confiança e coragem, mesmo quando o mundo é injusto.

 

Hye Ri, Sam Bo, mentores e discípulos

Mesmo sabendo de suas importâncias, se eu falasse de um por um aqui seria uma resenha sem fim… então quero destacar como o fato do “ninguém sem espaço, ninguém por acaso” funcionou. Hye Ri representava a discípula mais nova e Sam Bo o mentor mais velho, quase para se aposentar, pondo na balança extremos enquanto demonstra toda uma extensão de gente, de idades e caminhos variados, mas que se une em times nos quais forças física e mental precisam trabalhar em capacidade completa.

Os contrapontos de idade e situação familiar de cada um foram trazidos a mesa de um drama policial, cujo “pacote esperado” costuma ser o foco nos crimes e suas circunstâncias, sem muito ligar para a consequência pessoal do entorno. Assim como li num comentário no My Drama List (MDL), a diferença de Live para os demais dramas do tema está não no número ou intensidade de crimes e seus processos mas em como eles afetam a vida de cada policial, que trata desde a primeira denúncia até a análise de quem é culpado ou inocente ali no primeiro contato, muitas vezes envolvendo decisões rápidas perante um protocolo rígido repetido mentalmente umas 300 vezes por dia. Live demonstra como ser policial não é apenas ser um funcionário público que se sustenta com o dinheiro do povo, mas como essas pessoas são feitas de carne, osso e emoções nem sempre racionais o bastante para segurar a barra de uma vida sem espaço pro vacilo.
Então, se você tá vacilando em assistir ou não Live, meu último conselho igualzinho eu também li no MDL:
ASSISTA!

 

Onde assistir?

Live está disponível no Subarashiis Fansub, DramasKFan e Netflix então não tem desculpa pra não ver pois a panfletagem dessa preciosidade tem que ser fortalecida!
(╯ ・ ᗜ ・ )╯︵ ┻━┻

 

Trocando em miúdos

 

 

“Pode ser que ninguém se importe com o que você faz, mas o mundo precisa de você.

Seja forte!”

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