Como já comentei aqui no blog e também no instagram e no twitter, eu comecei uma maratona de ator, algo que não fazia há muito tempo. Quando iniciei nessa vida dorameira, eu adorava conhecer os atores e ver todos os trabalhos deles de uma vez, mas com o tempo acabei conhecendo tantos que fui acompanhando mesmo os dramas em exibição.

Mas com a chegada de The Fiery Priest, como vocês bem sabem, viciei no ator que interpreta nosso padre pistola, ele é Kim Nam Gil. Um atorzão que eu praticamente ignorei todo esse tempo e nem sei o porquê. Simplesmente por coincidência deixei passar a maioria dos trabalhos dele – mas também pode ser o destino, querendo que eu me apaixonasse em pleno 2019 para fazer maratona de Kim Nam Gil.

Após The Fiery Priest, resolvi começar Shark (2013), um drama que eu queria ver há muito tempo mas o meu motivo principal (antes do Kim Nam Gil) era a Son Ye Jin de protagonista. Confesso que eu via os posters e pensava no quanto eu ia odiar ver aquele bigodinho o drama todo. Pois bem, assisti ao drama todinho em uma semana e o resultado foi: quero mais! No caso, mais de Kim Nam Gil, não de Shark e vou explicar depois.

Depois assisti filmes, entrevistas e não me contive. Com influência da amiga Renata, resolvi ver também Bad Guy (2010), drama com temática de vingança também e ainda um plus especial: Kim Jae Wook também estava presente nesse. E eu, estava com os dois pés atrás, pensei que ia odiar, mas o que aconteceu de fato foi que devorei o drama em dois dias!

Provavelmente o que aconteceu não é mérito somente do Kim Nam Gil, mas eu como dorameira há quase 10 anos, revivi meus momentos de dorameira novata acompanhando esses dramas “mais antigos”, pois neles há tantos elementos narrativos e de produção que não tem mais nos dramas de hoje em dia. Me senti nostálgica e feliz.

Perguntei lá no instagram quem queria que eu escrevesse um post sobre esses dramas e a resposta da maioria foi sim! Alias, fiquei até surpresa que tem várias dorameiras nessa mesma vibe de ver todos os trabalhos do Kim Nam Gil e a culpa é do padre pistola! Só resolvi escrever sobre os dois num post só, porque a temática é a mesma e o ator protagonista também.  Mas aguardem que tem mais posts de trabalhos do Kim Nam Gil vindo por aí porque eu levei a sério essa maratona – haha. Agora vamos ao que interessa.

Shark (Don’t Look Back: The Legend of Orpheus) – K-Drama

Shark
(Don’t Look Back: The Legend of Orpheus)
상어
Episódios: 20 | Emissora: KBS | Ano: 2013

Sinopse: Han Yi Soo, perde seu pai por causa da família da mulher que amava, e como se isso não fosse o bastante, ele também se torna alvo da família dela, para escapar deles opta por uma mudança radical no rosto como também decide esconder a sua verdadeira identidade. Passado por isso ele coloca em prática seu plano de vingança, mas a luta pelo desejo de se vingar pelo seu pai e a luta contra o amor que sente pela mulher será mais intensa do que ele esperava. Será que o ódio que ele sente vencerá essa batalha, ou, o amor por ela falará mais alto e o fará desistir de sua vingança?

Shark tem uma associação com a história da mitologia grega de Orfeu que foi até o mundo dos mortos em busca de sua amada. A história é até mencionada no drama e por isso, um dos títulos alternativos é Don’t Look Back: The Legend of Orpheus.

A trama é obscura envolvendo vingança, amor e ódio. A narrativa tem um tom poético, o que pra mim foi o que me manteve interessada até o fim. Porque de fato, o roteiro tem um bom suspense, mas em alguns momentos, é um tanto previsível e o desenvolvimento é bem lento. Eu gosto de mais ações repentinas, gosto da coisa girando o tempo todo e história avançando, mas em Shark alguns momentos eram mais para suprir a parte emotiva da história.

Claro que compreendo da mesma forma. O drama é sobre vingança, mas não deixa de ser um melodrama. Era pra fazer doer o coração mesmo. Principalmente se o espectador é facilmente cativado por personagens sofridos – eu mesma que já estava sofrendo antes mesmo da desgraça acontecer.

A história começa com os dois protagonistas em suas versões jovens, Kyung Soo Jin como Jo Hae Woo  filha de uma família rica e Yun Joon Suk como Han Yi Soo, filho do motorista da família e é logo aí que a trama já me fez apaixonar pelo casal, que mesmo adolescentes e estudantes já sofrem as consequências pelas atitudes de seus pais.

No passado, ele é filho do motorista do avô dela, e ela de um mundo que segundo o pai dela, não pertence a Han Yi Soo. O típico clichê de romance entre pobre e rico, mas com um plus de que Han Yi Soo passará a ter ódio profundo da família do seu primeiro amor quando seu pai se envolve numa tragédia por causa deles.

Todos acreditam que Han Yi Soo morreu, mas agora no presente ele volta para fazer vingança. Com outro nome, com outro rosto ele é agora Yoshimura Jun ou Kim Joon (Kim Nam Gil), liderando uma parte da empresa de hotéis que está em sociedade com a empresa do vô da Hae Woo. Ele pretende expor os segredos e tomar tudo que lhes pertence.

No meio dessa batalha, ele reencontra Jo Hae Woo (Son Ye Jin), que continua linda como sempre mas acaba de se casar com seu amigo Oh Joon Yeong (Ha Suk Jin), e também seu outros amigos da época. Mas ninguém o reconhece.

Eu não quero estragar a experiência de ninguém que ainda não assistiu e pretende ver, então não vou dizer se ele consegue concluir a vingança ou se ele se deixa levar pelos sentimentos pela Hae Woo. Mas que os dois faziam meu coração arder, ah, faziam. Eu queria proteger, eu queria entrar no drama e dizer: “Hae Woo abre o olho, ele é o Yi Soo, faz alguma coisa mulher!” e também queria dar uns tapas no Yi Soo e dizer: “homem do céu, não vale a pena, vá ser feliz!”.

Não concordo com a maior parte das ações do Yi Soo, mas entendo, infelizmente. Ele é um homem centrado no seu objetivo e está disposto a passar por cima dos seus sentimentos para conseguir o que quer. Kim Nam Gil estava sensacional nesse personagem. Totalmente diferente de como eu tinha o visto em The Pirates (filme de 2014 com o mesmo casal protagonista, vejam!) e The Fiery Priest.

Eu sou muito fã da Son Ye Jin também e sem surpresa nenhuma, ela estava linda e radiante. Sua personagem era bem decidida como promotora que queria que os criminosos pagassem pelos crimes e ao mesmo tempo confusa por estar ligada a eles. Sua personagem era interessante e fiquei curiosa pelo desenvolvimento, para saber qual lado escolheria e de que forma. A combinação Kim Nam Gil + Son Ye Jin me fez vibrar aqui, nunca pensei que ia gostar tanto. Acho que depois de ter visto vários trabalhos dele, esse é provavelmente um dos casais que mais gostei.

Lindas cenas com olhares cheios de dor entre os dois é o que não falta. Mas o drama é mais que isso, acredito que tudo que acontece entre eles ao longo dos episódios foi suficiente, e se tratando de um melodrama até achei que teria mais.

Outro ponto positivo foi ver os rostinhos de atores que eu gosto. ♥ Como a Lee Honey, que amo e recentemente também esteve em The Fiery Priest com o Kim Nam Gil. Esses dois estão precisando de uma comédia romântica gostosinha só pra eles. Em Shark ela é secretária do Yi Soo. E tem também o Lee Soo Hyuk, no departamento de investigação. Outra personagem amorzinho: a irmã do Yi Soo. ♥

Em Shark eu estava preparada para um final que eu fosse odiar, ou chorar muito. Já tinha lido alguns comentários sobre isso, mas no fim, eu até gostei e acho que foi muito coerente com o caminho que a trama foi seguindo.

A trilha sonora de Shark é tão boa, e é um dos motivos que me fez ter gostado do drama. É um dos motivos que me fez ficar nostálgica. Essas músicas cheias de dor, letras melosas, aquele tom dramático no refrão. Simplesmente apaixonada por Sad Story do Jung Dong Ha e Between Heaven And Hell da BoA.

 

E finalmente, onde você pode assistir Shark?

Tem legendado no Meteor Dramas Fansub.

 

Agora vamos para o próximo.

Bad Guy – K-Drama

Bad Guy
나쁜 남자
Episódios: 17 | Emisora: SBS | Ano: 2010

Sinopse: Shim Gun Wook, é um homem misterioso, sedutor e fatalmente encantador, que é também altamente ambicioso para atingir sua meta. Após a morte de seus pais, ele acredita que o presidente do Grupo Hong Haeshin, é o causador de toda esta miséria. Assim, ele dá um passo para se aproximar de seu inimigo, jogando seu charme para a filha mais nova da família Hong, Hong Mo Ne, que fica perdidamente apaixonada pelo encanto e boa aparência de Gun Wook. Moon Jae In, é uma mulher forte e independente, que vive para ela e sua irmã mais nova, Won In, que depois de ser abandonada por seu namorado, está determinada a seduzir Hong Seong Tae, o filho mais rebelde da família com um passado oculto. Ele nasceu fora do casamento, e foi levado pela família rica depois que saiu o resultado do teste de DNA. Sua vida vai se tornar complicada, uma vez que os passos de Shim Gun Wook, causarão tumulto. A irmã mais velha de Seong Tae, Hong Tae Ra, é a primeira filha da família Hong e por isso, toda a sua vida ela sempre foi obediente, nunca disse não a seus pais e passou por um casamento arranjado com um procurador. Tae Ra, vive sua vida como a dona de casa típica de classe alta, criando a sua única filha, So Dam. Mas logo depois ela conhece Gun Wook, por coincidência, ela se joga em um caso de amor ardente com o homem que tanto pode ter o rosto de um anjo como de um diabo ao mesmo tempo.

Se eu achei que assisti Shark rápido, imagina Bad Guy que devorei em dois dias!

A história de Bad Guy é interessante e me prendeu desde o primeiro episódio. Apesar de ser um pouco confuso, ainda é bom. Uma mulher morre numa queda, um acidente de carro, família rica, relações confusas, ilha Jeju, galeria de arte… Fiquei me perguntando o que era aquele tanto de informações que foram jogadas e demora um pouco para processar quem é quem e como os personagens estão conectados. Mas quando a gente vai entendendo como tudo aconteceu vai ficando cada vez mais interessante. A partir do segundo episódio eu já estava encantada pelo protagonista e ao mesmo tempo pensando como ele era um idiota por seduzir duas mulheres ao mesmo tempo. Mas quem disse que eu queria parar?

A temática sobre vingança pode até parecer um tanto “simples”, contudo o que a torna diferente e intrigante é justamente o fato de envolver várias pessoas e dessa forma qualquer ação impensada ou inesperada de uma das pessoas envolvidas pode fazer o plano todo desmoronar.

Eu estava gostando muito da história e até me arrependi de não ter visto o drama antes. Os acontecimentos e situações eram sempre bem construídos, e os relacionamentos entre os personagens também. Eu assistia cada minuto pensando como seria o desenrolar até que fui chegando no fim e só passando raiva. Os episódios finais, pra ser mais exata: o 14 em diante é só desgraça. No entanto, não digo a palavra desgraça significando coisas tristes que acontecem na história, mas sim o roteiro mesmo que decaiu em níveis absurdos. Me pergunto até agora como a roteirista pôde fazer uma coisa dessas? Como conseguiram estragar tanto potencial. Se você acha que já viu finais ruins o suficiente nessa vida, desculpa te informar mas, não, se você não viu o de Bad Guy não sabe o que é final ruim.

Eu fiquei tão revoltada quando assisti. Estava em choque, eu só queria um final decente. Podia me acabar de chorar, mas não merecia esse descaso todo e esse monte de coisas sem noção nos episódios finais. Ai ai, Bad Guy…

Esse é provavelmente o único problema desse drama – pelo menos pra mim. Eu que devorei e amei tanto, acabei decepcionada. Mas finjo que nem existiu esse final. Na minha cabeça o drama terminou bem antes e está tudo certo. Assim como Shark, este mostra muito sobre famílias ricas e como elas podem ser extremamente podres. Impossível não sentir raiva junto com o protagonista e, às vezes, até dele também.

Shim Gun Wook (Kim Nam Gil) é um dublê sedutor que cai de paraquedas (literalmente também) na família Hong para fazer sua vingança. Ele acaba conquistando as duas irmãs que são Hong Mo Ne (Jung SoMin – muito bebê ela), uma jovem de 20 anos que está prestes a se casar com um cara  rico (e trouxa) porque sua família quer assim e Hong Tae Ra (Oh Yeon Soo) que é a filha mais velha e que zela e mantém a boa imagem da família, ela é casada e tem uma filha.

Kim Nam Gil aqui interpreta sim um homem louco por vingança, mas diferente de Shark, ele é muito mais sedutor e jogador. Ele sabe bem como conseguir o que quer. Ele é claramente um trouxa, pra ser sincera. Não vale nada esse homem. Mas ainda torcia por um certa mudança de objetivo com a chegada da personagem Moon Jae In (Han Ga In), que trabalha na galeria de arte da família Hong.

Os dois acabam se encontrando num equívoco. Ela pensa que ele é o filho solteiro e bonito da família Hong e praticamente se joga nele. Bem esperta, bem direta. Nem julgo. Até gostei dessa personagem justamente por isso. Ela não é antagonista, é protagonista e não é mocinha inocente, ela também sabe muito bem o que quer e está disposta a arriscar pra conseguir a vida confortável que sonha.

E por que eu esperei por uma mudança com a chegada dela? Porque apesar dela ser um tanto interesseira, também tem um bom coração, com o qual poderia, e de fato ajuda muito o Gun Wook. Há quem diga que a Jae In foi uma personagem inútil no drama, mas eu discordo. Sem ela não teria evolução de certos personagens. Até entendo que ela poderia ter uma importância maior, isso eu concordo mesmo. Mas dizer que ela foi inútil é exagero.

Ainda tem o filho mais novo da família que é o Hong Tae Sung (Kim Jae Wook), um homem extremamente revoltado com a vida e todos ao seu redor ele não se importa com ninguém. E nos primeiros episódios dá uma vontade de ir lá dar na cara dele.

Gun Wook passa a trabalhar como motorista/assistente/babá e faz tudo para o Hong Tae Sung a fim de se infiltrar cada vez mais na família. E com isso, todos os personagens estão conectados.

Eu gostei tanto da amizade entre Gun Wook e Hong Tae Sung. Se é que podemos chamar assim. Ok. Não é bem uma amizade, mas tirando a falsidade e desconfiança, eles seriam bons amigos sim – hahaha. Em todo caso, ver as cenas de Kim Jae Wook e Kim Nam Gil no mesmo drama era demais para os meus olhos. – mentira, não era não. Até comentei nas redes sociais o quanto queria aqueles cabelos de volta pra moda dos k-dramas 2019.

Os dois estavam ótimos. Mas o meu destaque aqui é mesmo Kim Nam Gil, que por mais que seja história até parecida com Shark, ele era outra pessoa. Como não amar esse ator, me diz?

Nas fotos: Gun Wook e Jae In.

Casal neste drama tem vários. Você escolhe o que mais se identifica e sofre seja qual for a escolha, porque nenhum é livre pra ser feliz como quiser. O meu favorito foi Gun Wook com Jae In, porque eles começaram de uma forma tão inusitada graças a essa protagonista decidida. E justamente porque ela era uma personagem fora dos padrões de “mocinha” que eu acho que combinava com Gun Wook. Eles vivem uma amizade sincera ao longo dos episódios. Sim, amizade essa que eu achei linda. Antes de interesse amoroso, lá estavam duas pessoas se apoiando nos momentos difíceis.

Enquanto isso, Jae In também tem um relacionamento com o Hong Tae Song, e por mais que em alguns momentos que o moço ficava um pouco tolerável ainda não acho que ele merecia a Jae In. E o Gun Wook mexe mesmo com a cabeça das mulheres, mas principalmente da Hong Tae Ra. A mulher entra em choque toda vez que o vê. Coitada, não tiro a razão.

Na foto da esquerda: Hong Tae Song e Jae In. Na foto da direita: Gun Wook e Tae Ra.

Mas Bad Guy também é um melodrama, e a gente sabe que casal em melodrama não é feito pra ser feliz. Por isso, dói. Dói seja qual for o seu ship.

Enfim, a história é boa, mas se Bad Guy não tivesse tido o final que teve, teria se tornado um dos meus dramas favoritos de tanto que gostei. Em todo caso, recomendo porque vale a pena pelo Kim Nam Gil e Kim Jae Wook juntos, vale pelos cabelos compridos, pelas cenas e edição bem feitas (as cenas no Japão são minhas favoritas pelos cortes e pelo significado que elas transmitem), acompanhar a moda Coreia 2010 e uma trilha sonora muito boa também como todo drama antigo, a minha favorita é essa aqui.

 

Onde assistir a Bad Guy?

Tem legendado no Meteor Drama Fansub e no Viki.

 

 

Agora é com vocês, me diz se assistiram ou se vão assistir. Se sim, vamos odiar juntos o final de Bad Guy porque é complicado, viu?

Como já falei lá no começo do texto, volto em breve com mais drama do Kim Nam Gil. Enquanto isso, recomendo também o filme The Pirates que já postei aqui no blog e é bem divertido, e claro The Fiery Priest que já linkei umas quinze vezes nesse post.

 

 

Até logo,

Beijos, Mari.

Designer e publicitária viciada em café e gatinhos que um dia se apaixonou por cultura coreana e virou dorameira, louca dos sageuks e fã de k-bands. Criei o LoveCode, onde escrevo sobre cultura pop asiática há mais de oito anos.

4 Comments

  1. Antes de mais nada agradeço a citação <3

    Sobre Bad Guy, li que os episódios foram cortados porque o Namgil tinha que fazer o serviço militar, eram para ser 20 ao total, mas então vai saber se o resultado seria satisfatório com eles. Sim, teria mais tempo para desenvolver, mas teve tanta coisa estranha que é difícil saber se ficaria bom do mesmo jeito. Como fui ver por ele e pelo Jaewook, valeu a pena de qualquer forma.
    Tô vendo deserving, mas caso não consiga terminar, verei shark em seguida. The pirates é outro que verei logo.
    Quero ver mais posts sobre o Nam Gil, sim! xD

  2. Procure por Deserving of the name foi aqui que me apaixonei por este homem!

  3. Me apaixonei por Kim Nam Gil em Deserving of the name , coloque este na sua lista

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